sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Feliz 2012



SEIRA e José da Encarnação desejam a todos os leitores e amigos
 um ano de 2012 muito feliz!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Seia. Feira de artesanato


Seia .Feira de artesanato. Mercadinho de natal
27 a 30 de Dezembro de 2011.
15h às 20h. Local: Mercado de Seia – Rua 1º de Dezembro, junto da Casa das Artes.
O esparteiro, José da Encarnação expõe a s suas peças e trabalha ao vivo. Não falte!
Foto: SEIRA

Foto : Filipe . Princípe da Beira

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Entrevista ao jornal i


Zé da Encarnação : O último esparteiro do país.
Entrevista ao jornal i, conduzida por Diana Garrido. Trabalho interessante e oportuno.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Arte ao vivo

Lisboa.Trabalho ao vivo!

Ainda hoje tenho saudades
De muitos trabalhos que fiz
Com a minha profissão
Sou o único no país.

Dizem que o meu artesanato
Para mim é fácil de fazer
Outros que é complicado
Por isso ninguém quer aprender

José da Encarnação.


Foto : Seira. Lisboa trabalho ao vivo.

Tal como anunciado o nosso artista trabalhou ao vivo em Lisboa, ontem, sábado, 17 de Dezembro, na loja/café ZAZOU. A “sessão de trabalho” correu muito bem. Os que por ali passaram tiveram assim a oportunidade única de ver trabalhar ao vivo o último dos esparteiros de Portugal. José Da Encarnação a todos encantou e explicou a sua arte.
Agradece a atenção e carinho que lhe disponibilizaram.





domingo, 11 de dezembro de 2011

Trabalho ao vivo em Lisboa

Foto : Filipe " Princípe da Beira"


Trabalho ao vivo em Lisboa.
José da Encarnação, o esparteiro de Alcongosta, trabalhará ao vivo em Lisboa.

Dia 17 de Dezembro, sábado.

Na Loja/Café, ZAZOU. A partir das 15h.

Calçada do correio velho, nº 7, junto à Sé de Lisboa.

Não perca a oportunidade e veja a trabalhar ao vivo o último dos esparteiros.
Foto : Filipe " Princípe da Beira"

sábado, 3 de dezembro de 2011

Atenção Lisboa !

Foto : Seira.
Atenção Lisboa e arredores!
Agora já é possível adquirir peças do esparteiro José da Encarnação no centro de Lisboa, na Calçada do correio velho, nº 7, junto à Sé, na Loja e café ZAZOU. Peças genuínas e exclusivas.
Os amantes do artesanato e da arte tradicional encontrarão nesta loja/café uma grande variedade de artigos artesanais e tradicionais, genuinamente, portugueses.
Apoie o artesanato, compre produtos portugueses!
Neste Natal não perca a oportunidade de oferecer arte e sabores tradicionais com história e valor cultural.
Visite ZAZOU, tome um café com os amigos, aprecie as peças de esparto e muitos outros produtos nacionais.

sábado, 13 de agosto de 2011

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Esparto

Nunca tentes fazer,
Coisas que não gostas
Muitas vezes subi e desci a Gardunha
Com um molho de esparto às costas.

José da Encarnação

Foto : Seira - Esparto, Serra da Gardunha ,Alcongosta


Matéria-prima.
Esparto. Do latim spartum. Planta herbácea, da família das gramíneas – stipa tenacíssima. Os caules são a matéria-prima que ao longo dos tempos tem sido usada no fabrico de seiras, capachos, vassouras, cestos, etc. Daí também a designação de esparteiro (a) – de esparto+sufixo eiro. Pessoa que faz obras em esparto. Nasce espontaneamente em vários pontos do país, um deles é a Serra da Gardunha, é precisamente neste local que é colhida pelo “nosso” esparteiro, José da Encarnação.
Foto : SEIRA  .Esparto , Serra da Gardunha

O esparto é colhido verde, pela manhã, muitas vezes, antes “do nascer do sol”, primordialmente nos meses de Julho e Agosto. Em tempos idos, a deslocação para o local da “apanha” implicava andar vários quilómetros a pé, da aldeia Alcongosta até ao local da recolha, bem no cimo da serra. O regresso, também a pé, era feito carregando um molho de esparto. Tempos difíceis, que “Zé da Encarnação” não esquece e dos quais fala com alguma nostalgia.
Foto : SEIRA. Arte de colher o esparto.
Foto : SEIRA. Colhendo esparto.
Foto: SEIRA
Não basta colher e transportar, esta gramínea só está pronta a ser trabalhada, moldada, pelas mãos do artesão depois de bem seca, por isso, a fase que se segue é a de “esticar e estorricar “ durante alguns dias o esparto ao sol, “para secar bem e não ficar quebradiço “.
Foto : SEIRA.
Agrafado: Pequeno molho que se vai deixando pelo caminho que se percorre na colha. No regresso recolhe-se, cerca de doze agrafados fazem um molho.


Foto: SEIRA


Acompanhando o artesão, recentemente, na colha do esparto, na Gardunha, constatámos mais uma vez o quanto adora esta actividade e como valoriza a subida à serra, a par do ar puro que se respira, há mais luz, mais mundo, mais vida, uma alma nova nasce e cresce a cada dia passado no alto da Gardunha.
 Por mim, senti algo de mítico, um profundo sentimento de liberdade e de comunhão com a natureza de que não me lembrava há muito tempo. Será este o segredo da sua juventude?

Foto: SEIRA

L.Sérgio



 


domingo, 12 de junho de 2011

Medalha de mérito municipal.


Todo o artesão é mestre
da sua linda profissão,
Só os jogadores da bola ganham prémio,
Aquele que for campeão.

José Encarnação.

Medalha de mérito municipal.

Promessa Cumprida!
A distinção do trabalho, da abnegação, da arte, do saber e da alegria de viver com arte e pela arte.

Prometida há algum tempo, foi entregue, no passado dia 9 de Junho de 2011, sexta-feira, ao nosso artista (José Encarnação) pela Câmara Municipal do Fundão a medalha de mérito municipal. Justo prémio que reconhece e homenageia o Homem, o seu trabalho, uma vida de dedicação à arte de trabalhar o esparto e de divulgação do nome de Alcongosta e do concelho por todo o país e até no estrangeiro.
A cerimónia oficial de entrega da citada medalha decorreu nos Paços do Concelho e foi presidida pelo Presidente da CMF, Manuel Frexes, que entregou pessoalmente a medalha a José da Encarnação e todos os restantes homenageados nesse dia.
José da Encarnação agradece a todos os que contribuíram para este justo reconhecimento, actual e anterior vereação. Sente-se honrado, algo emocionado e sem falsa modéstia, considera merecido “este prémio”, sobretudo, pela homenagem ao artesão, a todos os artesãos, ao labor, à luta pela vida, pela persistência, abnegação e pela História, pela memória de todos os esparteiros que o antecederam. Agradece a todos os alcongostenses ( esta medalha também é deles ),fundanenses e todas as pessoas anónimas que por esse país fora o têm acarinhado e incentivado. Bem-haja! Como diz, frequentemente: “ Muitas vezes, se vier aí um doutor de fato e pasta, toda a gente lhe liga, mas a um homem que trabalha que se esforça pela sua arte ninguém liga.” Desta vez, felizmente, isso não aconteceu, no “salão de festas” esteve trabalho e história de vida.

L. Sérgio









domingo, 2 de janeiro de 2011

Peças - 3 - A(S) Vassoura(s).

Dizem que eu trabalho ligeiro no artesanato,
Tenho trabalhado muito ao vivo,
Por mais ligeiro que trabalhe
Não ganho tanto como o Figo .

José Da Encarnação
Foto : SEIRA . Vassouras

Foto : SEIRA
    VASSOURA(S). Peça que teve o seu período áureo antes do aparecimento e generalização do plástico. Continua a vender-se pela sua utilidade mas, sobretudo, para decoração e pelo seu valor artesanal, como peça de valor histórico e cultural. Vendia-se nas feiras e de porta em porta, em toda a região de Castelo Branco. Havia-as de cabo pequeno e cabo comprido, as de cabo comprido eram mais usadas para limpar os tectos e as lareiras.
Foto : SEIRA



PEÇAS - 2-

Foto : L.Sérgio .Seiras, capachos, vassouras, rodilhas e banco
Foto : L.Sérgio.Cestos, vassouras, rodilhas e banco.
Algumas peças , trabalho recente, na Espartaria ( Oficina onde se fazem peças de esparto).